segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Roda de Conversa - Argonautas e Instituto Polis

Relatório da Roda de Conversa que aconteceu no IAP, sábado dia 18 de outubro

Temos um grande prazer de fazer tal avaliação da RODA DE CONVERSA, sabendo que tudo girou em torno de uma dinâmica de PAZ. Na hora que me deram a missão de selecionar os participantes do momento, quis entender o projeto, li e reli varias vezes interpretando os objetivos da dinâmica. Entendendo a importância do assunto não limitei a RODA apenas aos Jovens Ambientalistas Argonautas mais conhecido como JAA, ao contrario tive bem nítido a importância de envolver amigos-parceiros de outros segmentos e atuações-movimentos no ambiente. Tivemos uma ciranda consistente em mentalidade e diversidade de gênero e seguimento. Uma ciranda que dentro dos seus seguimentos muito contribuiu para o entendimento do que a PAZ representa nesses pólos tão diversos e próximos, o pólo que todos formamos o polar ser humano. Uma ciranda que de mãos dadas superou os limites que pelo grupo se discutiu, apontamos, ouvimos, observamos ate chegar a um calor capaz de agregar tudo que ali foi dito por todos os desenvolvedores sociais. Desenvolvedores de valores. Desenvolvedores de sonhos. Desenvolvedores de ação.A roda cirandou em ritmo e pulso com harmonia e sem repulso de todos que ali estiveram juntos. Com calor sentido no olhar que semeava as férteis terras dos homens e mulheres ali ouvidos e representados pela água.Agradeço ao,

JAA, Movimento Negro, Conexão Feminina, Movimento do Reggea, União Metropolitana de Esporte e Cultura de Rua (UMES), Federação Paraense de Skate, Produtora Belle Poque, Pontos de Cultura e estudantes universitários da UNAMA e UFPA.

Esse relatório é pessoal,Por isso segue uma poesia em prosa que desenvolvi depois do encontro da Roda
rumo a Colares.
Seria de grande valor se todos os participantes dessem um breve depoimento escrito sobre essa experiência que compartilhamos no coletivo.


RODA DOS VERSOS

Aprimoramos o olhar no calor da roda
Que sem cor definida se pintou
A roda da paz é de quem muito sabe
Não de quem sabe mais
Sentados em círculos vemos o ciclo dos sonhos
Acesos por portos de esperança
Que na dança uniforme forma o átomo do corpo vivo
Em movimento em tempos de descontentamentos
Mas não fico só no lamento
Movimento-me com os MOVIMENTOS
Que nas cirandas plantam sementes nobres
Com olhares fortes sem medo pobre
Publicado em noticia quadrada de quem
Cavou sem usar a enxada
E eu, observando tudo com meu sorriso nada mudo
Vejo que basta o bem querer
Para mudar, construir os palcos do mundo
Entre arvores e flores formamos a vida
Com amores colhidos no jardim da perseverança
Colido em sol lunar por jardineiros da roda
Os motivos abrem a porta
Os pontos de vista expressam a cultura Viva
Viva aos pontos da história
Viva aos cantos da vida
Viva aos pontos da pista
Aos belos pontos de vista
Viva a roda e a conversa da vida
Viva a polis e aos marujos da cidade quente de viva a vida.
A nossos sonhos e a nossas terras
Terra essa que como jardineiro rego
Aqui o começo de uma prospera geração
De sementes de paz
Que começa e nunca termina em nós
Porém, nosso sonho determina onde acreditamos
Ser possível chegar
Não importa o quanto andemos, vamos chegar
Com os abraços dados no caminho ganho força
Animo que tem nome: parcerias
Caminhos movidos, sentidos, vividos
Conjunto indefinido finito
De gota em gota, molécula por molécula, tecido por tecido
Tecemos o vigor da roda falante, pensante, vitalmente contagiante
São homens e mulheres afortunados pela estrela cadente
Do céu das realizações que nas rodas contam suas histórias
De ontem, de hoje, agora
Era uma vez...
Sobre a Prosa:
Dedico essa poesia a todos que participaram da RODA DE CONVERSA.
O meu estilo poético é anti-classista não seguindo as regras gramaticais.
Não pontuo meu texto, apenas os locais onde necessito dar ênfase.
Agradeço a todos pelo v igor e calor,
Samir Raoni

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Definidos 10 objetivos de ação dos participantes do FSM 2009

Em Belém entre 10 e 12 julho, integrantes da Comissão de Metodologia do Conselho Internacional e do Grupo Facilitador local estiveram reunidos em Belém para avaliar as respostas à consulta realizada entre maio e junho e definir o conjunto final dos objetivos de ação dos participantes do FSM 2009. A consulta proposta pelo Conselho Internacional do FSM buscava ampliar ou adequar os objetivos de ação para o evento de 2009. Em torno destes objetivos serão organizadas as diversas atividades (conferências, painéis, seminários, oficinas entre outras) no evento de Belém. Veja abaixo a lista de objetivos em torno dos quais serão organizadas as atividades no território do Forum de Belém. Destacadas em negrito estão as adições feitas aos objetivos definidos originalmente para o FSM 2007, realizado em Nairóbi (Quênia).1. Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;2. Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neo-colonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos; 3. Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia; 4. Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;5. Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);6. Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno, comunicação e alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar);7. Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes; 8. Pela construção de uma economia centrada em todos os povos, democratizada, emancipatória, sustentável e solidária com comércio ético e justo,; 9. Pela ampliação e construção de estruturas e instituições, políticas e econômicas – locais, nacionais e globais, – realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos.10. Pela defesa da natureza (amazonica e outros ecossitemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afrodescendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, linguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.